terça-feira, 20 de outubro de 2009

Lars Von Trier descompromissado


O mais recente filme do dinamarquês, Lars Von Trier, é para cinéfilos corajosos. Isso porque, a violência explícita (haja mutilação e tortura), assim como o sexo,  permeiam a obra cinematográfica do diretor de "Dogville", que perto deste, é fillhotinho.

Com apenas dois atores em cena- Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg- interpretando um casal que tenta driblar a dor, pela perda do único filho pequeno, "O Anticristo" é uma película cheia de simbolismos, que aborda temas como a psicoterapia cognitiva, a "maldade" humana e da própria natureza.

É um filme sem regras, extremamente subjetivo, que já incomodou muita gente e ainda haverá de incomodar. Visto apenas como uma obra cinematográfica, o filme já desponta como um dos mais inusitados deste século (diga-se de passagem, as cenas do prólogo e epílogo). Mas muito além da floresta do "Éden" (local onde o casal se refugia para tentar vencer a depressão), ele tem a dizer.

É filme para reflexão, daqueles que quando acaba, você fica desnorteado na sala vazia. Afinal, questionado em Cannes por um dos jornalistas, do por quê ter feito este filme, Von Trier, simplesmente respondeu: "trabalho para mim mesmo, não devo satisfação a ninguém". Ponto para o cinema !!!!

Texto: Suyene Correia

Foto: Charlotte e Dafoe antes da desgraça se abater sobre eles

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