segunda-feira, 16 de outubro de 2017

ABRACCINE lançará livro sobre Documentários Brasileiros Essenciais

No ano passado, a Associação Brasileira de Críticos de Cinema (ABRACCINE) lançou em várias capitais o livro "100 Melhores Filmes Brasileiros" pela Editora Letramento com parceria do Canal Brasil. A parceria se repetiu esse ano, e no próximo dia 26 de outubro, às 19h, na Livraria Blooks (Shopping Frei Caneca- São Paulo) acontece o lançamento oficial de "Documentário Brasileiro-100 Filmes Essenciais" dentro da programação da 41a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

Reunindo 100 ensaios sobre documentários de diferentes épocas e formatos, escolhidos em votação realizada no primeiro semestre de 2017, com a participação de integrantes da ABRACCINE e convidados, a publicação organizada pelo atual presidente da associação, Paulo Henrique Silva, ainda conta com 20 textos sobre personagens e movimentos importantes da história do gênero no Brasil. 

Com apresentação luxuosa e fartamente ilustrada, a publicação parte dos pioneiros do gênero no Brasil, que desbravaram o interior em busca de imagens nos anos de 1910, como Silvino Santos e o Major Thomas Reis. Nomes fundamentais ganham capítulos especiais, como Eduardo Coutinho, Andrea Tonacci, Silvio Tendler e os irmãos João Moreira Salles e Walter Salles.

O livro também se detém na representação das mulheres, negros, dos indígenas e da periferia no documentário e aborda a presença do gênero no desenvolvimento do cinema experimental, da Boca do Lixo e da videoarte. "Mesmo que alguns filmes marcantes não estejam presentes entre os 100 filmes essenciais, eles são analisados com profundidade nesta parte histórica", registra Paulo Henrique Silva.


Para o organizador, mais importante do que estabelecer uma ordem de preferência é a percepção de muitos diálogos que são travados silenciosamente entre os 100 textos sobre a produção documental no país. "O leitor não encontrará um movimento ou cineasta do que outro, mas como cada um deles foi importante para montar os alicerces do gênero", conclui.


O lançamento será precedido por um debate com o tema "A Representação da Raça e Gênero no Cinema Brasileiro- os Limites da Percepção da Crítica" contando com a presença de cineastas como Jeferson De e Helena Ignez e críticos de cinema. A entrada é gratuita.

domingo, 15 de outubro de 2017

Contagem regressiva para a 41a Mostra Internacional de Cinema de SP

Misericórdia de Fulvio Bernasconi_http://bangalocult.blogspot.com
"Misericórdia" de Fulvio Bernasconi abre a minha programação


A gripe me pegou nessa semana que antecede a 41a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Ainda bem que já estou me recuperando e os dias que fiquei "de molho", em casa, contribuíram para que eu assistisse uma infinidade de trailers e lesse praticamente todas as sinopses dos quase 400 títulos que serão exibidos no evento desse ano.

Mas digo-lhes que a tarefa de organizar os 50 títulos (a princípio) da maratona que começa nessa quinta-feira, dia 19 de outubro e prossegue até o dia 1o de novembro, não foi nada fácil. Primeiro, eu priorizei os filmes que ganharam prêmios em festivais como Cannes, Berlim, Veneza, Toronto, entre outros. Depois, escalei os meus diretores prediletos, como Haneke, Kore-eda, Vardà, Zvyagintsev e fui elencando os títulos de suas produções mais recentes. Por fim, levei em consideração os trailers e sinopses da maioria dos filmes de cineastas iniciantes ou pouco conhecidos pelas bandas de cá e...seja o que Deus quiser. Tenho muito tiro que dei no escuro, mas espero que acerte o alvo da minha satisfação.

De um número inicial de 64 títulos possíveis de serem vistos, perdi 14 na arrumação final (com possibilidade de encaixar mais quatro). Infelizmente, a maioria dos filmes mais aguardados, pelo público e crítica, ficou concentrada na segunda semana, de modo que os choques de horários e algumas durações acima dos 120 minutos, barraram meu anseio de conferir um pacote maior de opções.

Do mesmo jeito que comemorei a inclusão, na minha programação, de "The Square" de Ruben Ostlund, vencedor da Palma de Ouro em Cannes; ""Esplendor" de Naomi Kawase; "Loveless" de Andrey Zvyagintsev, vencedor do Prêmio do Júri do Festival de Cannes; "O Terceiro Assassinato" de Hirokazu Kore-eda; "Zama" de Lucrécia Martel e "Happy End" de Michael Haneke, lamentei a exclusão de filmes, potencialmente interessantes, a exemplo de "A Hollywood de Hitler" (Alemanha), "Blue My Mind" (Suíça), "O Sabor da Flor do Arroz" (China), "Espinho" (Dinamarca/Grécia), "O Vale das Sombras" (Noruega) e "O Motorista de Táxi", representante da Coreia do Sul para Oscar 2018.

Alguns títulos brasileiros também foram deixados em stand by (na esperança do Cine Vitória exibi-los em breve), como "Açúcar", "Aos Teus Olhos" e "Henfil", mas consegui "salvar" "Arábia"  de Affonso Uchôa e João Dumans, vencedor do Festival de Brasília; "Vazante" de Daniela Thomas, "Callado" de Emília Silveira" e "Gabriel e a Montanha" de Fellipe Barbosa.

A maratona será árdua, com pouco tempo para se alimentar e descansar, mas acredito que o saldo final será positivo, assim como foi na Mostra de 2014, quando também fiquei duas semanas na capital paulista e curti muitos títulos incríveis do Foco Escandinávia. Esse ano, o não menos gélido cinema suíço ganha destaca com 47 títulos selecionados entre produções de Alain Tanner, Georges Schwizgebel e novos diretores.

A partir dessa sexta-feira, pretendo fazer um balanço dos filmes vistos (amados e odiados) quase que diariamente. Espero que vocês acompanhem e mandem seus comentários. Até lá, sigo tomando meu Allegra e meu chá de limão, alho e mel e sussurrando: Xô gripe!!!  

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Cine Vitória realiza pré-estreia de "Na Praia à Noite Sozinha"


Min-hee ganhou o Urso de Prata vivendo um papel autobiográfico

Com pré-estreia prevista para esse sábado, às 18h, no Cine Vitória (Rua do Turista), o filme “Na Praia à Noite Sozinha” do diretor sul-coreano Hong Sang-soo, traz sua atriz fetiche Kim Min-hee num papel desafiador que lhe valeu o Urso de Prata de Melhor Atriz no Festival de Berlim desse ano.
O filme trata de uma atriz coreana famosa Young-hee (Min-hee) que resolve dar um tempo em Hamburgo, na Alemanha, após se relacionar com um homem casado. Lá, ela reflete sobre seus sentimentos pelo ex-amante e cineasta (Moon Sung-keun), e divaga sobre o sentimento que este ainda pode nutrir por ela, com uma amiga também sul-coreana (Seo Young-hwa), que discorre sobre sua relação conjugal.

Explorando a atmosfera melancólica, por vezes, desoladora da Alemanha, durante o inverno, Hong Sang-soo intensifica o sentimento de solidão de Young-hee, sobretudo nos planos abertos, em que contrasta a imensidão de um parque deserto com a pequenez da dupla asiática que passeia despreocupadamente. Em certo momento, há um rapaz que interfere na conversa íntima das duas, para perguntar as horas. Parece uma cena casual, mas esse personagem anônimo retornará mais adiante.

Ainda na primeira parte da narrativa, Young-hee vai almoçar com sua amiga na casa de um casal alemão e, em seguida, seguem para um passeio por uma praia. Lá, Young-hee se afasta um pouco do trio. Ela segue em direção ao mar. A câmera faz uma meia panorâmica enquadrando os três acompanhantes da atriz de longe. Quando a câmera volta para onde a jovem atriz deveria estar, sem muita explicação, vemos a garota sendo carregada, no ombro, por um desconhecido para um destino incerto. Seria o mesmo rapaz de sobretudo que a interceptou no parque ?

Hong Sang-hoo não permite que o espectador fique por muito tempo incrédulo com a cena. Corta rapidamente para a segunda parte da narrativa, momento em que vemos a atriz, sã e salva, num cinema, emocionar-se com a película que acabou de assistir. Ela agora, está na Coreia do Sul e, ao reencontrar com um velho amigo, decide rever aqueles que deixou para trás ou por vergonha ou por falta de apoio com o ocorrido.

É num jantar já meio bêbada, que Young-hee provoca, insulta e irrita os amigos. As conversas entre eles ficam cada vez mais fora de controle, revelando descobertas e verdades. Nesse encontro, Young-hee demonstra que quer amar e ser amada e notamos toda a sua fragilidade como ser humano. Refugiando-se numa praia, da cidade de Gangneung, ela reencontra um colega de trabalho do seu ex-amante e descobre que ele está na cidade, envolvido numa nova produção cinematográfica.

O reencontro entre os dois será inevitável e, também num jantar, ambos revelam seus sentimentos um pelo outro e deixam aflorar suas mágoas. São nessas cenas de reencontros à mesa, que Min-hee se destaca, como atriz. Na vida real, ela teve um caso extraconjugal com Hong Sang-soo, que quando revelado, causou uma reviravolta na vida de ambos. Não deve ter sido fácil trazer à tona, num set de filmagem e sob a direção do ex-amante, parte de sua vivência, mas a jovem atriz parece ter superado o que aconteceu num passado bem próximo.  A marca biográfica da história torna-a mais interessante.

Na última cena, vemos Young-hee deitada na área da praia, talvez, tentando saber qual a importância do amor na vida de alguém. Quanto a Min-hee parece que ela já encontrou  a resposta. 

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Premiado nos Festivais de Guadalajara e Gramado "As Duas Irenes" estreia em circuito nacional


Isabela Torres e Fábio Meira_foto Bangalô Cult_http://bangalocult.blogspot.com
Isabela Torres e Fábio Meira em coletiva no Festival de Gramado



Quase um mês depois de ter sido exibido no Festival de Cinema de Gramado, onde recebeu o prêmio da crítica e mais três Kikitos (Melhor Roteiro, Melhor ator Coadjuvante e Melhor Direção de Arte), "As Duas Irenes" de Fábio Meira estreia em circuito nacional.

A história gira em torno de Irene (Priscila Bittencourt), uma garota interiorana, de 13 anos, franzina, tímida, filha "do meio" do casal Tonico (Marco Ricca) e Mirinha (Susana Ribeiro) que como se não bastasse ter que disputar a atenção dos pais com as duas irmãs- uma quase debutante e outra cerca de cinco anos mais nova- é surpreendida com a descoberta de que tem uma meia-irmã, com a mesma idade e nome (Isabela Torres) fruto de um relacionamento extra-conjugal de seu pai com a costureira Neuza (Inês Peixoto).

Irene sente-se traída pelo pai, mas não perde a oportunidade de se aproximar da nova irmã, ainda que sem revelar sua verdadeira origem. Inicialmente, prevalece um misto de estranhamento com ciúme frente àquela menina mais atraente, cheia de atitudes e com espírito livre,  mas com a convivência, Irene percebe que a "nova amiga" pode ser uma aliada para ela lidar com os conflitos familiares e descobertas próprios da adolescência.

Em sua estreia em longas-metragens, o cineasta goiano Fábio Meira -que estudou na Escuela Internacional de Cine Y Televisión em Cuba e se especializou em Roteiro, em Barcelona- demonstra maturidade não só por dirigir com segurança um casting composto por atores experientes (Ricca, Ribeiro, Peixoto e Teuda Bara, essas duas últimas, atrizes do Grupo Galpão) e atrizes iniciantes (como a dupla que protagoniza as Irenes), como também pelas escolhas acertadas da equipe técnica, a exemplo da diretora de fotografia boliviana, Daniela Cajías, que explora bem a exuberância da luz natural do interior goiano; de Fernanda Carlucci, que nos fez voltar, sutilmente, 40 anos no tempo, com seu rigor e cuidado na direção de arte e Verônica Veloso que estreou, competentemente, no cinema, preparando os atores e revelando duas protagonistas excelentes.

Além disso, o filme que custou R$ 1.200.000,00 reais e começou a ser gestado há cerca de sete anos, chama a atenção também pelo roteiro bem urdido (cujo primeiro tratamento foi feito ainda no curso de Barcelona) e narrativamente bem cadenciado ( o diretor utiliza o tempo como um aliado
para  criar uma atmosfera singular) e pela trilha sonora. Sobre essa última, Meira explica algumas escolhas musicais. " 'Índia'  estava na minha memória há muito tempo. Minha mãe me contou que escutava essa canção com a empregada pelas noites, cantada por  Cascatinha e Inhana. Eu conhecia a versão com Gal Costa. Fiquei com isso na cabeça...Já 'Meu Primeiro Amor' foi orgânico, é a cara do filme. As outras canções foram escolhidas por mim, a montadora Virgínia Flores e Ruben Valdés, meu colaborador cubano que fez o desenho de som. A Rita Pavone surgiu de uma conversa com Virgínia na montagem. Daí, comecei a pedir sugestões a amigos, foi então que Roberto Borges me mandou 'Quando Sogno' e achei que cabia, perfeitamente, para aquela cena e aquela casa".

Sobre a boa receptividade de "As Duas Irenes" que foi exibido no início do ano no Festival de Berlim (Mostra Generation) e conquistou prêmios no Festival de Guadalajara (Melhor Primeiro Filme e Melhor fotografia) e no Festival de Cinema de Gramado, o diretor revela: "o filme tem me impressionado muito por sua capacidade de comunicação com diferentes países e gerações. O público tem se emocionado e alguém sempre tem uma história para contar a respeito do tema abordado no filme".

Desse diretor e roteirista que começou no cinema como assistente de direção de Ruy Guerra (no filme "O Veneno da Madrugada"), já dirigiu vários curtas como "Adios a Cuba" (2007), "Hoje tem Alegria" (2011) e "Pátria" (2012) e colaborou com Luiz Bolognesi para a concepção do roteiro de "Bingo- o Rei das Manhãs" (filme concorrente brasileiro ao Prêmio Goya), vamos aguardar o próximo projeto chamado "Tia Virgínia". "Venho escrevendo há quatro anos o roteiro desse próximo filme, que apenas aguarda financiamento. Trata-se de três irmãs de 70 anos, portanto continuarei no universo feminino e familiar. É um filme para grandes atrizes".

Para quem quiser conferir "As Duas Irenes", o filme está em cartaz, na capital sergipana, no Cine Vitória (localizado à Rua do Turista).

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Salvador receberá Festival 8 1/2 Festa do Cinema Italiano

O Festival 8 ½ Festa do Cinema Italiano traz mais uma vez ao Brasil uma seleção com os melhores e mais interessantes filmes da recente produção italiana, com uma mostra que ocorre de 31 de agosto a 6 de setembro de 2017, em oito capitais.

Depois de 10 anos de sucesso em dezenas de cidades lusófonas em três diferentes continentes, de passar por Porto Alegre em 2014 e 2015, e chegar a mais cinco cidades em 2016, desta vez o festival amplia seu circuito e também será realizado em Salvador (Espaço Itaú de Cinema) e Recife. Além destas, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Brasília, Belo Horizonte e Porto Alegre.

Ao todo, serão sete filmes diferentes, sendo a produção de abertura desta edição “Em Guerra por Amor” (In guerra per amore), película dirigida e estrelada pelo humorista e ator PIF (Pierfrancesco Diliberto), uma comédia divertida e contundente, que faz uma reflexão bem humorada e também profunda sobre o amor, a Sicília e a máfia em uma trama que se passa em plena Segunda Guerra Mundial.

Entre os títulos da programação, temos “Amori Che Non Sanno Stare Al Mondo” de Francesca Comencini, que integra a seleção oficial do Festival de Locarno 2017 e tem estreia marcada para dezembro. Um filme que conta as tragicômicas peripécias de Claudia e as suas tentativas de salvar a sua belíssima historia de amor. 

“O Fantasma Siciliano”  de Fabio Grassadonia e Antonio Piazza, filme de abertura da Quinzena dos Realizadores no Festival de Cannes,conta uma história de máfia verdadeira (o desaparecimento do jovem Giuseppe di Matteo, acontecimento que chocou a opinião pública italiana nos anos 90) narrada como se fosse um gótico conto de fadas. Um filme fascinante e surpreendente que sabe misturar com inteligência diferentes gêneros e influências.

Também integra a seleção a comédia “Algo de Novo”, de Cristina Comencini. O filme leva para as telas o universo feminino e revela as aventuras e desventuras de duas amigas que são tão opostas quando unidas. Isso até que um fascinante toy boy confundir as duas e por as convicções de cada uma em cheque.

“A Ternura” é o mais recente filme de Gianni Amelio, um dos realizadores mais importantes da sua geração, autor de filmes como Ladro di Bambini e Lamerica. Aqui regressa com um intenso drama sobre a importância das relações humanas. Um filme aclamado pela crítica italiana e maravilhosamente interpretado por Renato Carpentieri, Elio Germano e Micaela Ramazzotti.     

A comédia “Deixa Rolar” de Francesco Amato, conta com o astro Toni Servillo (de “A Grande Beleza”). No longa ele interpreta Elia Venezia, um psicanalista sedentário que é obrigado a se exercitar e acaba iniciando sua nova rotina com Claudia, uma personal trainer meio avoada e sempre pronta para entrar em apuros.

Fechando a seleção, temos “A Hora Oficial”, de Salvatore Ficarra e Valentino Picone, o grande sucesso de bilheteria na última temporada na Itália.  Uma história que nos fala com bom-humor sobre a grande diferença entre o desejo de viver a legalidade e saber praticá-la no dia a dia.

Vale destacar ainda que o 8 ½ Festa do Cinema Italiano exibe todos os filmes de sua programação simultaneamente em todas as oito cidades onde ocorre, sempre com dois filmes em cartaz por dia. Além disso, os títulos têm distribuição garantida em território nacional e entrarão em cartaz nos próximos meses. 

O 8 ½ Festa do Cinema Italiano é um evento organizado no Brasil pela Associação Il Sorpasso em colaboração com Mottironi Editore e com o apoio institucional da Embaixada da Itália em Brasília, dos Institutos Italianos de Cultura de São Paulo e Rio de Janeiro, do Cinecittà Luce, do Ministério da Cultura Italiana (MIBACT Direzione Cinema) e do Anica. Além disso, conta ainda com a colaboração da rede de Consulados Italianos em todas as cidades que recebem o festival no Brasil.

O 8 ½ Festa do Cinema Italiano é patrocinado pela Pasta Garofalo.

Para conferir a programação completa e informações sobre os preços dos ingressos basta acessar o site www.festadocinemaitaliano.com.br



segunda-feira, 26 de junho de 2017

16o NOIA segue com Inscrições Abertas até 29 de Julho

As inscrições para a 16a edição do NOIA – Festival do Audiovisual Universitário, que acontece gde 03 a 08 de outubro, em Fortaleza, prosseguem até o dia 29 de julho. Além da tradicional mostra de curtas-metragens, a edição traz as mostras competitivas de fotografia e bandas universitárias cearenses, com intuito de gerar uma relação hibrida entre som e imagem que em movimento formam o audiovisual.

Estudantes podem inscrever seus trabalhos, via regulamento e ficha de inscrição disponíveis no site oficial (www.festivalnoia.com.br). Para participar da Mostra Brasileira de Cinema Universitário e da Mostra Ceará de Cinema Universitário, os filmes precisam ter duração máxima de 20 minutos, com data de realização entre janeiro de 2016 e Julho de 2017. 

Podem se inscrever curtas de ficção, documentário, animação ou experimental produzidos por realizadores brasileiros regularmente matriculados em instituições de ensino acadêmicas ou técnicas das redes públicas ou privadas. Cada diretor pode submeter até dois filmes para a seleção, que devem ser enviados nos formatos NTSC, 16:9, 4:3 ou H264. 

Os filmes selecionados concorrerão ao Troféu NOIA nas seguintes categorias: melhor curta-metragem (júri oficial, júri popular e júri da crítica), direção, roteiro, montagem, edição de som, trilha sonora, fotografia, direção de arte, figurino, maquiagem, atriz, ator e intérprete coadjuvante. A Mostra Ceará premiará o melhor filme de acordo com o voto popular.

Fotografia e Música

Com tema livre, a Mostra Cearense de Fotografia Universitária pretende incentivar a preservação das imagens do cotidiano e valorizar o potencial artístico dos alunos inscritos. Podem participar trabalhos produzidos só no Ceará entre janeiro de 2017 e julho de 2017, cujo responsável, independente de sua nacionalidade, resida e estude no Ceará na época da produção da foto.

Serão aceitas fotografias digitais, tiradas de câmera profissional ou celular, desde que a câmera tenha pelo menos 8 MP de resolução e o arquivo gerado seja com no mínimo 2 MB. O júri avaliará as obras selecionadas e concederá o Troféu NOIA, durante cerimônia de encerramento, na categoria de Melhor Fotografia e Melhor Série.

Para a Mostra Cearense de Bandas Universitárias, podem participar bandas universitárias de qualquer estilo, que tenham em sua formação, pelo menos, 2 (dois) integrantes universitários. Cada banda deverá inscrever, no mínimo, quatro músicas originais (criação individual ou coletiva independente do estilo musical, em qualquer idioma), sendo o restante do repertório de livre escolha. A soma total do repertório, apresentado no ato da inscrição, não pode ultrapassar o tempo-limite de 25 minutos.
Os vencedores serão escolhidos por voto popular e pelo júri oficial. O Troféu NOIA será concedido nas categorias: melhor banda (júri oficial e júri popular) e melhor música autoral (júri oficial).

Programação Paralela

A programação também contará com oficinas, debates, seminários, feira acadêmica e interferências artísticas, continuando a trilhar outros caminhos com a mescla de linguagens artísticas que unificam com o audiovisual. Também estaremos em diálogo direto com as universidades brasileiras, incentivando a participação das instituições e dos próprios alunos nas mostras e nas ações paralelas como o Seminário do Audiovisual universitário e na Feira Acadêmica das Artes.

O 16º NOIA é apresentado pela CAIXA Cultural Fortaleza, com realização da PROPONO Consultoria Executiva, apoio institucional do Governo do Estado do Ceará por meio da Secretaria da Cultura (Secult-CE) via Mecenas Estadual (Lei Nº 13.811/2006), patrocínio da CAIXA ECONÔMICA FEDERAL e Governo Federal do Brasil, apoio cultural da Companhia Energética do Ceará (Coelce) e parceria da Vila das Artes (Prefeitura de Fortaleza), 1Bando, VAAC, KARTHAZ e Grupo Manga.

domingo, 7 de maio de 2017

Festival Varilux 2017 acontecerá em Junho



O Festival Varilux de Cinema Francês 2017, aportará em Aracaju, entre os dias 7 e 21 de junho, com 19 produções exibidas nos principais festivais de cinema internacionais, como Veneza, Berlim e Cannes, entre outros. Um  desses filmes é o longa-metragem “Rodin” de Jacques Doillon, que estreia mundialmente em maio no Festival de Cannes.
Em Paris de 1880, Auguste Rodin (Vincent Lindon) finalmente recebe, aos 40 anos, sua primeira encomenda do Estado: A Porta do Inferno, obra composta de figuras que farão sua glória, como O Beijo e O Pensador. Ele divide sua vida com Rose, sua companheira, quando conhece a jovem Camille Claudel (Izia Higelin), sua aluna mais talentosa, que rapidamente torna-se sua assistente e, em seguida, sua amante. Para quem conhece o talento de Lindon (“O Valor de Um Homem”, “Madeimoselle Chambon”, “Bem-vindo”), essa sua nova performance, deverá render prêmios de Melhor Ator em Cannes ou no César.
Outro longa que vem da seleção principal de Cannes, do ano passado, é “Um Instante de Amor” (Mal de Pierres) de Nicole Garcia, que traz Marion Cotillard em elogiada atuação como Gabrielle, jovem cheia de desejo e infeliz em seu casamento arranjado por sua família. Quando ela adoece, é enviada para se tratar em águas termais na Suíça, onde se apaixona pelo militar casado Andre Sauvage (Louis Garrel).
Também na lista de filmes do Festival Varilux, “Frantz”, de François Ozon, foi selecionado para o festival americano Sundance deste ano, após ter participado do Festival de Toronto e concorrido ao Leão de Ouro no Festival de Veneza. Indicado ao prêmio César – o Oscar francês – em nove categorias, o drama é uma livre adaptação do filme “Não Matarás” (1932), de Ernest Lubitsch que se passa em uma pequena cidade alemã após a Primeira Guerra Mundial. Anna (Paula Beer) chora diariamente no túmulo de seu noivo, Frantz, morto em uma batalha na França, até que um dia um jovem francês, Adrien (Pierre Niney), também coloca flores no túmulo.
A Vida de uma Mulher” (Une Vie) de Stéphane Brizé, também é um filme que estará ne programação do Varilux 2017. No drama de época, Judith Chemla, indicada ao César de melhor atriz pelo papel, interpreta Jeanne, moça ingênua do século 19 que se apaixona pelo o visconde Julien de Lamare (Swann Arlaud), com quem se casa. Com o passar do tempo, ele se mostra infiel, egoísta e sem caráter, e Jeanne perde sua alegria de viver.
Do Festival Internacional de Berlim, a programação do Varilux traz “O Reencontro” (Sage Femme), de Martin Provost, comédia dramática em que Claire (Catherine Frot), uma parteira que exerce sua profissão com paixão e vive de maneira rígida e disciplinada, de repente tem que conviver com Béatrice (Catherine Deneuve), a extravagante, irresponsável e inconveniente ex-mulher de seu pai.
Além destes, outros cinco filmes na programação do Festival Varilux participaram de festivais internacionais em suas últimas edições. De Cannes: “Na Vertical” (Rester Vertical), de Alain Guiraudie; “Na Cama com Vitória” (Victoria), de Justine Triet; e “Tour de France”, de Rachid DjaïdanI. De Veneza: “Coração e Alma” (Reparer les Vivants), de Katell Quillévéré. Do Festival de Toronto: “Rock’n Roll – Por trás da Fama (Rock’n Roll) de Guillaume Canet .

O Festival Varilux 2017 é um evento produzido pela Bonfilm, com patrocínio principal da Varilux/Essilor, Ministério da Cultura através da Lei Federal de Incentivo à Cultura e Secretaria de Estado de Cultura, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro.